2026 começou com nova melhora no curto prazo: a mediana do IPCA 2026 recuou de 4,05% para 4,02%. 2027 (3,80%) e 2028 (3,50%) permaneceram estáveis. A inclinação descendente (2026 > 2027 > 2028) segue sinalizando convergência gradual ao centro da meta de inflação (3,0%), com o ajuste concentrado no horizonte corrente e sem reprecificação no trecho longo.
As projeções de PIB foram mantidas: 2,26% (2025), 1,80% (2026), 1,80% (2027) e 2,00% (2028). O mercado preserva o cenário de crescimento moderado, compatível com condições financeiras restritivas e perda de fôlego cíclico após o carregamento do ano anterior.
Medianas inalteradas: R$/US$ 5,50 (2026), 5,50 (2027) e 5,52 (2028). A estabilidade sugere um balanço de riscos externo/doméstico mais equilibrado na margem e repasses cambiais contidos às expectativas.
Selic segue estável em 12,20% (2026) e 10,50% (2027); para 2028, houve alta marginal de 9,88% para 10,00%. A reprecificação no extremo da curva indica percepção de normalização mais lenta no longo prazo, ainda condicionada à ancoragem completa das expectativas e ao quadro fiscal. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) espera que o Copom não altere a taxa na primeira reunião do ano, a ser realizada no final de janeiro. O ciclo de baixa deve ser iniciado na reunião de março, a segunda de 2026.
O fiscal segue sem mudanças para 2025 (–0,50% do PIB) e 2026 (–0,53%). Para 2027, houve melhora de –0,34% para –0,30%, enquanto 2028 permaneceu em –0,18%. O ajuste no meio do horizonte sugere ganho marginal de confiança na trajetória, ainda que a consolidação dependa de medidas permanentes.
Fonte: portaldocomercio.org.br