A Copa do Mundo é, de longe, o maior estímulo de consumo do calendário. No Brasil, onde o futebol atravessa classes sociais, regiões e categorias de produto, o evento transforma o comportamento do shopper de forma previsível e mensurável. Segundo a Ipsos, 71% dos brasileiros pretendem acompanhar a Copa de 2026, índice acima da média global de 59%. Em paralelo, estudo global da NielsenIQ mostra que mais de 75% dos consumidores pretendem realizar confraternizações para assistir ao torneio e até 85% afirmam que ações de patrocínio podem influenciar sua percepção ou intenção de compra.
Porém, aproveitar essa janela exige mais do que só fazer uma arte com chuteira e as cores da seleção. “A Copa do Mundo é uma das maiores oportunidades comerciais do calendário, mas o resultado não vem apenas da visibilidade. As marcas que realmente se destacam são aquelas que se antecipam ao movimento do consumidor, usam dados para entender comportamento e transformam relevância cultural em estratégia de vendas. Em eventos como esse, ganha quem consegue unir contexto, presença e execução com inteligência”, afirma Rodrigo Pimentel, CRO da Unlimitail, plataforma de Retail Media do Grupo Carrefour que possui dados de mais de 68 milhões de transações mensais nas redes Atacadão, Carrefour e Sam’s Club.
Pensando nisso, Pimentel listou algumas dicas que ajudam a separar as marcas que marcam gol das que ficam apenas no banco de reservas. Confira:
1. Planeje antes do apito inicial
O erro mais comum é começar a ativação quando o torneio já começou. O comportamento de compra muda semanas antes da abertura: o shopper abastece a casa, planeja o cardápio dos jogos e pesquisa produtos com antecedência. Marcas que entram cedo constroem presença de gôndola e de mente antes da concorrência. O mercado global de Retail Media deve movimentar US$ 110 bilhões em 2026, segundo a eMarketer, e chegar tarde nesse jogo vai custar caro.
2. Marcas não endêmicas também marcam gol
Cerveja e salgadinho não têm o monopólio da Copa. Eletrodomésticos, seguros, bancos, cosméticos e até categorias de limpeza têm espaço relevante nessa janela, desde que o contexto seja bem trabalhado. Uma marca de TV vende experiência de poder assistir ao jogo em uma tela grande e que atenda as necessidades do cliente, enquanto uma marca de limpeza vende apenas depois da festa. O estímulo emocional da Copa é amplo o suficiente para atingir qualquer categoria que entenda o momento do shopper.
3. O físico ainda decide o jogo
Muito se fala em digital, mas 95% das vendas de marcas de consumo ainda acontecem em lojas físicas, segundo o Kantar Shopper Report, e durante a Copa esse peso só aumenta. O fluxo nas lojas cresce, o ticket médio sobe e o shopper chega com intenção de compra clara. Não por acaso, o investimento global em mídia instore deve ultrapassar US$ 1 bilhão até 2028, segundo a eMarketer, impulsionado por um dado que o varejo conhece bem: mais de 70% das decisões de compra ainda acontecem dentro da loja, e o shopper impactado por mídia instore tem até três vezes mais chance de converter do que aquele exposto apenas a canais externos. Nesse cenário, telas digitais no PDV, materiais de ponto de venda e ativações especiais deixam de ser complemento e passam a ser ativos estratégicos de primeira ordem.
A Unlimitail opera hoje mais de 1.200 telas digitais em 119 cidades brasileiras, posicionadas ao longo de toda a jornada do shopper nas redes Atacadão, Carrefour e Sam’s Club, da entrada ao checkout. Campanhas entram no ar em menos de 48 horas, com frequência três vezes maior que mídias impressas e dez vezes menos CO². Marcas que investem na jornada completa do shopper com Retail Media geram até dez vezes mais impacto do que ativações isoladas. Quando o torcedor entra na loja sabendo o que quer mas ainda aberto a descobertas, a marca que está na tela certa, com a mensagem certa, no momento certo, não está apenas anunciando, está fechando o jogo.
4. Use dados para falar com o público certo
A Copa do Mundo cria volume de atenção, mas atenção sem direcionamento é desperdício. Hoje é possível ativar campanhas baseadas em dados reais de comportamento de compra: quem adquire cerveja frequentemente, quem tem perfil de abastecimento mensal, quem é sócio de clube de fidelidade com alto ticket médio. Segmentação por dados transacionais transforma uma campanha genérica de Copa em uma ativação com resultado mensurável e assertivo.
Campanhas que combinam dados transacionais do shopper com sinais de redes sociais geram, em média, o dobro de transações em comparação a períodos sem campanha, segundo dados internos da Unlimitail.
5. Meça o que importa, não só o ROAS de curto prazo
O erro mais comum é esse: olhar apenas para o retorno imediato e ignorar métricas como incrementalidade, penetração de novos compradores e frequência de compra. A Copa do Mundo tem uma janela curta, mas o hábito que ela cria pode durar meses. Marcas que medem bem saem da Copa com aprendizado real e com vantagem competitiva para o resto do ano.
Imagem : Freepik
Fonte : Assessoria de imprensa