As vendas de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registraram crescimento de 1,3% em abril na comparação com março e atingiram um novo patamar recorde, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, o resultado reflete uma mudança no comportamento de consumo das famílias brasileiras, que passaram a concentrar seus gastos em produtos considerados essenciais. Segundo ele, fatores como a estabilidade da renda, do nível de ocupação e das condições de crédito têm limitado a aquisição de outros bens, direcionando o orçamento doméstico para alimentos e bebidas.
Santos destaca que o segmento de supermercados vinha apresentando estabilidade nos últimos meses e voltou a avançar para um nível histórico. Embora a Páscoa tenha contribuído para o desempenho do período, o principal motor do crescimento foi a priorização de itens básicos pelas famílias.
O resultado do setor contrasta com o desempenho do varejo restrito, que recuou 1,5% em abril frente a março, registrando a queda mais intensa desde junho de 2022. No acumulado dos últimos 12 meses até abril, entretanto, as vendas de supermercados cresceram 0,6%, ritmo inferior ao observado para o conjunto do varejo restrito.