A ascensão das marcas brancas na América Latina está alterando o equilíbrio do varejo, segundo análise publicada pelo portal America Retail em 7 de julho de 2025. Essas marcas próprias, tradicionalmente vistas como alternativas econômicas, passaram a competir diretamente com marcas comerciais estabelecidas, especialmente após a pandemia de covid-19, que acelerou mudanças no comportamento do consumidor.
De acordo com Luis Ángel Vaca, autor da análise, a expansão das marcas brancas tem sido particularmente visível em categorias básicas, como alimentos e produtos de limpeza, onde a percepção de qualidade e confiança aumentou entre os consumidores. Em visitas a supermercados, Vaca constatou que consumidores, mesmo diante de produtos concorrentes, preferem as marcas do próprio varejista pela relação custo-benefício e qualidade percebida.
O crescimento dessas marcas é impulsionado por fatores como pressão econômica, inflação, melhoria na qualidade dos produtos, maior espaço nas prateleiras e campanhas promocionais. Além disso, os consumidores latino-americanos têm demonstrado um comportamento mais racional e pragmático, priorizando o valor percebido em vez do prestígio de marcas tradicionais.
A análise aponta que as marcas comerciais precisam repensar suas estratégias. Apenas competir em preço não basta. Será necessário investir em inovação, experiência do consumidor e construção de vínculos emocionais para manter relevância no mercado.
Segundo o artigo, a coexistência entre marcas brancas e comerciais será inevitável, mas as empresas que não se adaptarem correm o risco de perder espaço. A revolução silenciosa das marcas brancas, que já reconfigura o varejo global, avança também na América Latina, alterando o mapa competitivo de forma duradoura.
Fonte: Revista America Malls & Retail, 7 de julho de 2025.