O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, em 25/07/2025, o IPCA–15 relativo ao mês de julho. Conhecido como previsto da inflação, o indicador teve um aumento de 0,33% na comparação com o mês anterior, uma aceleração após o aumento de 0,23% em junho. O indicador ficou um pouco acima das expectativas do mercado, de 0,30%. O acumulado em 12 meses é de 5,30%.
O grupo de alimentação e bebidas, que se destacou no começo do ano, teve novo recuo, caindo 0,06% em julho, após queda de 0,02% em junho. A alimentação no domicílio, que afeta mais o bolso das famílias mais pobres, recuperou 0,40%, após queda de 0,24% em junho. Outras duas categorias recuperaram este mês, artigos de residência (-0,02%) e vestuário (-0,10%).
A maior alta em julho foi do grupo de habitação (0,98%), muito por conta da energia elétrica residencial (3,01%), causada pelo acionamento da bandeira vermelha patamar 1. Para agosto, permanecerá essa bandeira, entretanto nova parcela do bônus de Itaipu será paga, dando intervalo na conta de luz. O grupo de transportes também teve aumento expressivo (0,67%). Os principais itens foram passagens aéreas (19,86%) e transporte por aplicativo (14,55%). Sozinhos, energia elétrica e passagens aéreas representaram 0,23 ponto percentual de 0,30 de alta em julho.
O acumulado em 12 meses dos grupos Alimentação e bebidas e Transportes. Apesar da alta no mês, vemos que os transportes estão em tendência de baixa. Por enquanto, o acúmulo do grupo de alimentação ainda não teve baixa significativa, mantendo-se estável nos últimos meses, após forte alta desde o final de 2023.
Os bens industriais seguem apresentando um comportamento benigno para a inflação, tendo crescido apenas 0,02% em julho, após crescimento de 0,05 em junho e maio
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de julho, a CNC espera crescimento de 0,26% na comparação com junho. Enquanto para o acumulado de 2025, espera alta de 4,8%, acima do centro da meta de 4,5%.
Fonte : CNC