O boletim Focus registrou nova rodada de queda nas expectativas. O IPCA 2025 recuou de 4,95% para 4,86% (12ª redução seguida), 2026 passou de 4,40% para 4,33% e 2027 caiu de 4,00% para 3,96%. À medida que as revisões ocorrerem em um contexto de dólar enfraquecido, o preço dos alimentos cairá e cairá de que a atividade está desacelerando por conta da alta da Selic.
As projeções de PIB foram ajustadas para baixo no curto e no médio prazo (2025: 2,18%; 2026: 1,86%; 2027: 1,86%). Os dados mensais seguem mistos: indústria –0,5% em maio, varejo –0,2%, e serviços +0,1%, sinalizando moderação do ritmo após um 1º tri forte.
As medianas recuaram levemente em toda a curva do dólar: R$/US$ 5,59 (2025), R$/US$ 5,64 (2026) e R$/US$ 5,62 (2027). A valorização do real é consistente com fundamentos domésticos (desinflação e atividade desacelerando na margem) e com a sinalização de política de política monetária restritiva por mais tempo, assim como a perspectiva de queda nas taxas de juros americanas.
As expectativas para a Selic foram mantidas em 15,00% (2025), 12,50% (2026) e 10,50% (2027). Após elevar 0,25 pp em junho, o Copom indicou pausa prolongada para avaliar a transmissão do acordo. Em diversas entrevistas os diretores do Banco Central ressaltaram que não o ciclo de baixa não entrega esse ano.
O mercado piorou a projeção do resultado primário de 2025 (de –0,50% para –0,53% do PIB), manteve 2026 em –0,60% e 2027 em –0,30%. A leitura sugere cautela com a execução orçamentária no curto prazo, apesar de bloqueios e contingenciamentos em vigor.
Fonte : CNC