A renda da classe A deve registrar o maior crescimento em 2025, impulsionada por juros altos e dividendos, segundo a Tendências Consultoria. No entanto, a expectativa é que esse avanço perca força a partir de 2026, com a flexibilização da taxa de juros. Já as classes C e D seguem mais dependentes de benefícios sociais, como o Bolsa Família e a Previdência.
Em 2023 e 2024, a recomposição temporária das transferências aumentou os recursos destinados às famílias mais pobres. Porém, com o endurecimento das regras de elegibilidade, revisão de cadastros e ausência de reajuste em 2025, analistas apontam estagnação no repasse.
Na disputa distributiva, o governo Lula aposta na elevação da faixa de isenção do Imposto de Renda para até R$ 5 mil, medida que pode favorecer a classe C. Ainda assim, o contraste no comportamento da renda é significativo: entre 2023 e 2026, a classe A deve acumular ganho de 35%, enquanto a classe D terá alta de apenas 21,2%.
Especialistas avaliam que o desafio do governo é reduzir desigualdades em um cenário de forte crescimento da renda no topo da pirâmide, impulsionado por ganhos financeiros, frente à estagnação das camadas mais pobres.
Fonte: O Estado de S. Paulo