Tratativas esfriaram, mas fontes não descartam uma eventual retomada
As negociações para a venda da rede de supermercados Sonda à gestora americana Advent esfriaram. As conversas foram suspensas, de acordo com fontes, por uma decisão da família controladora do grupo, que fatura mais de R$ 5 bilhões por ano.
Não havia um consenso dentro da família Sonda sobre a venda da rede e a temperatura aumentou após a publicação de informação sobre a negociação na imprensa, segundo um interlocutor. O passo seguinte foi sair da mesa. A família gaúcha é descrita como muito discreta e não queria muitos envolvidos no processo.
As fontes não descartam que as negociações voltem mais para frente. O Sonda é um dos grupos mais cobiçados do Brasil, especialmente pela presença em São Paulo, onde chegou nos anos 80 e é a nona maior rede de supermercados.
Grupo abriu primeira loja em 1974, no RS
O Sonda abriu sua primeira loja no Rio Grande do Sul, em 1974. No Brasil, a rede é a 18ª maior em faturamento, que somou R$ 5,8 bilhões em 2024, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Entre os acionistas, Irani Sonda tem 25% da rede de supermercados e seus dois filhos têm 12,5% cada. O empresário Delcir Sonda tem os outros 50%. Ele é conhecido por seus investimentos em esportes, por meio da DIS Esportes, que já investiu no Inter e no Santos do então jovem jogador Neymar.
Procurado, o Sonda Supermercados ressaltou que “não há negociação em andamento com o fundo Advent ou qualquer outro investidor”. “A companhia permanece concentrada em fortalecer suas operações e ampliar sua presença no varejo alimentar, sempre avaliando oportunidades que estejam alinhadas à sua estratégia de longo prazo”, segundo nota enviada à Coluna. O Advent não se pronunciou.