Além das quatro linhas: Copa do Mundo deve injetar bilhões no consumo brasileiro

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A Copa do Mundo de 2026 promete movimentar muito mais do que a paixão pelo futebol. Segundo estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o torneio deve gerar R$ 4,32 bilhões adicionais para o varejo brasileiro, impulsionando principalmente supermercados, bares, restaurantes e o setor de vestuário.

O impacto econômico ocorre em um cenário considerado mais favorável do que em edições anteriores. A combinação de desemprego em queda, aumento da renda real e maior poder de compra das famílias tem fortalecido a disposição dos consumidores para gastar durante o evento. Pesquisas indicam que a ampla maioria dos brasileiros pretende acompanhar os jogos, incluindo milhões de pessoas que normalmente não seguem competições de futebol.

A expectativa é de que os supermercados sejam os maiores beneficiados. O hábito de reunir familiares e amigos para assistir às partidas deve elevar significativamente a venda de alimentos, bebidas e itens ligados a confraternizações. Carnes para churrasco, petiscos, refrigerantes e cervejas figuram entre os produtos com maior potencial de crescimento.

Bares e restaurantes também apostam em um período de forte movimento. Muitos estabelecimentos planejam transmitir os jogos e investir em promoções, cardápios temáticos e infraestrutura para atrair clientes. A coincidência do torneio com datas importantes do calendário comercial, como o Dia dos Namorados e as festas juninas, pode ampliar ainda mais o fluxo de consumidores.

O setor de vestuário aparece como o segundo maior beneficiado pela competição. Além das tradicionais camisas da seleção, cresce a procura por roupas e acessórios nas cores nacionais e por produtos temáticos que permitam aos consumidores demonstrar envolvimento com o evento.

Nem todos os segmentos, porém, devem experimentar o mesmo ritmo de expansão. O mercado de eletrônicos, historicamente associado às Copas do Mundo, apresenta sinais de desaceleração. Apesar da alta nas buscas por televisores e da redução dos preços em relação a anos anteriores, os juros elevados continuam limitando compras de maior valor.

Outra mudança relevante está relacionada ao consumo de mídia. A audiência da Copa tende a se distribuir entre televisão, plataformas de streaming, smartphones e redes sociais. O comportamento reflete uma transformação no modo como os brasileiros acompanham grandes eventos esportivos, ampliando as oportunidades para empresas de tecnologia, criadores de conteúdo e plataformas digitais.

Especialistas avaliam que a Copa mantém sua capacidade de coordenar hábitos de consumo em larga escala. Durante algumas semanas, milhões de pessoas organizam sua rotina em torno dos jogos, criando oportunidades para diferentes setores da economia. Mais do que um evento esportivo, o Mundial continua sendo um dos maiores impulsionadores temporários de consumo e engajamento do país.

Fonte: https://forbes.com.br/forbes-money/2026/06/muito-alem-do-futebol-os-negocios-que-devem-faturar-milhoes-durante-o-mundial/

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