No Focus desta semana, IPCA de 2026 foi de 3,91% para 4,10%, de 2027 em
3,80% e de 2028 em 3,50%. O movimento é compatível com a divulgação do IPCA
de fevereiro pelo IBGE no último dia 12. O crescimento de 0,70% no mês foi acima
das expectativas do mercado.
O PIB teve um leve aumento em 2026, passando de 1,82% para 1,83%, mantendose
estável em 2027 (1,80%) e 2028 (2,00%). O IBGE também divulgou a PMC na
última semana, revelando o avanço de 0,4% do varejo em janeiro, com novo
recorde da série histórica, reforçando a leitura de consumo ainda resiliente.
Já para o câmbio tivemos leve baixa em 2026, de R$/US$ 5,41 para R$/US$ 5,40.
Para 2027 houve correção de R$/US$ 5,50 para R$/US$ 5,47 e estabilidade em
2028 em R$/US$ 5,50. Recentemente vimos uma alta do dólar como reflexo da
escalada da guerra e da alta do petróleo, com aumento da aversão ao risco e maior
peso da variável externa na formação do câmbio.
A Selic passou por forte alta, com o mercado mais pessimista após o início da
guerra no Irã e os sinais de que ela pode demorar mais do que o previsto
inicialmente. Agora espera-se que a Selic feche o ano em 12,25% ante 12,13%
na semana anterior. Para 2027 (10,50%) e 2028 (9,50%) não houve mudanças.
Na próxima quarta-feira, o Copom se reúne para sua segunda reunião do ano. A
CNC espera que o ciclo de corte seja iniciado com uma redução de meio ponto
percentual, levando a taxa dos atuais 15% para 14,5%.
O resultado primário manteve-se praticamente constante em todos os
horizontes. Em 2026 permaneceu em -0,50%, em 2027 passou de -0,42% para
0,41% e em 2028 se manteve em -0,26%.
Fonte : CNC com dados do Focus