Os acionistas do GPA aprovaram, em assembleia geral extraordinária realizada na segunda-feira (15), a retirada da chamada cláusula de “poison pill”, mecanismo que protegia os acionistas minoritários diante do avanço da participação de grandes investidores na companhia.
Com a decisão, deixa de existir no estatuto social a regra que obrigava a realização de uma oferta pública de aquisição de ações caso um acionista ou grupo de acionistas atingisse 25% do capital total da empresa.
A mudança pode facilitar futuras movimentações societárias, abrindo espaço para atuais acionistas, como a família Coelho Diniz, ampliar sua participação. Os membros da família da varejista mineira possuem somados 24,6% das ações do GPA.
Silvio Tini, segundo maior acionista da companhia, também pode ser beneficiado. Considerando sua participação como pessoa física e também por meio da gestora de investimentos Bonsucex Holding, Tini possui uma posição superior à do Casino, mas inferior à da família Coelho Diniz, conforme documentos atualizados enviados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 1º de junho.
Fonte: Valor Econômico