Com emprego e renda em alta, comércio de alimentos mantém desempenho acima da média do varejo

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O comércio de alimentos segue apresentando resultados mais consistentes do que o varejo ampliado brasileiro. Dados reunidos pela Câmara Brasileira do Comércio de Gêneros Alimentícios (CBCGAL), com base em informações do IBGE e da PNAD Contínua, mostram crescimento do emprego, aumento da renda dos trabalhadores e desempenho positivo nas vendas, mesmo em um cenário de desaceleração da atividade econômica.

No mercado de trabalho, o segmento de alojamento e alimentação contabilizou 5,488 milhões de pessoas ocupadas no trimestre encerrado em junho de 2026, alta de 1,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O rendimento médio real do trabalho principal alcançou R$ 2.406, avanço de 4,6% na comparação anual, indicando ganho do poder de compra dos trabalhadores do setor.

O desempenho das vendas também reforça a resiliência do segmento. Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC/IBGE), o volume de vendas de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo acumulou crescimento de 0,5% em 12 meses até maio de 2026. Embora abaixo dos índices registrados um ano antes, o resultado permaneceu superior ao do comércio varejista ampliado, que registrou avanço de apenas 0,1% no mesmo período. Os gráficos mostram que, ao longo dos últimos meses, o setor de alimentos manteve desempenho consistentemente acima da média do varejo nacional.

Quando analisada a receita nominal, a diferença é ainda mais expressiva. Em maio de 2026, o segmento de hipermercados e supermercados acumulou crescimento de 4,0% em 12 meses, enquanto o comércio varejista ampliado registrou alta de 0,7%. Apesar da desaceleração observada ao longo do período, o faturamento do setor de alimentos continua apresentando expansão superior à média do varejo brasileiro.

Os indicadores de preços ajudam a explicar parte desse cenário. A inflação da alimentação no domicílio encerrou junho de 2026 em 3,01% no acumulado de 12 meses, após forte desaceleração ao longo do período. Já a inflação da alimentação fora do domicílio permaneceu mais elevada, em 5,88%, embora também tenha apresentado trajetória de queda. A redução das pressões inflacionárias sobre os alimentos consumidos em casa tende a favorecer o consumo das famílias e contribuir para a sustentação das vendas do setor supermercadista.

Os indicadores apresentados pela CBCGAL apontam, portanto, que o comércio de gêneros alimentícios continua demonstrando maior capacidade de resistência em comparação ao restante do varejo. O avanço do emprego e da renda, aliado ao controle gradual da inflação dos alimentos e à manutenção do crescimento das vendas e da receita, reforça a relevância do segmento para a atividade econômica e para o consumo das famílias brasileiras.

Fonte: CBCGAL

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