Diante de riscos econômicos, varejo explora novas frentes de negócio

Confiança dos empresários do setor tem queda no curto prazo

Empresas de varejo e consumo no Brasil têm ampliado sua atuação para além de seus setores tradicionais como estratégia de crescimento. Nos últimos cinco anos, 42% das companhias passaram a competir em novos setores, segundo dados da 29ª Global CEO Survey, pesquisa da PwC que ouviu mais de 4.400 líderes empresariais em 95 países.

“A fronteira entre indústrias está desaparecendo. Quando 4 em cada 10 dos CEOs do setor afirmam que passaram a abrir novas avenidas de crescimento, observamos que o varejo vem se transformando em um ecossistema ainda mais diversificado”, explica Luciana Medeiros, sócia e líder de Varejo e Consumo da PwC Brasil.

Esse movimento está alinhado aos temores e ameaças apontados pelos CEOs do setor. Para 42% dos CEOs do setor no Brasil, a falta de mão de obra qualificada, a inflação e a instabilidade macroeconômica figuram entre as principais ameaças. Riscos cibernéticos e disrupção tecnológica aparecem na sequência, citados por 30% dos entrevistados.

Tensão no ar

O estudo mostra o ambiente de cautela no setor de varejo e consumo no Brasil, quando revela um recuo de 51% para 39% na confiança dos executivos em relação ao crescimento de receita das próprias empesas nos próximos 12 meses. No horizonte de três anos, o comportamento é mais estável: 48% dos CEOs acreditam em expansão das receitas nos próximos três anos.

A pesquisa também mostra que a Inteligência Artificial começa a gerar impactos nas empresas, embora ainda de forma gradual. Cerca de 34% das companhias de varejo e consumo afirmaram ter registrado aumento de receita associado ao uso de IA nos últimos 12 meses. Apesar disso, a maioria avalia que o impacto da tecnologia ainda é limitado: 55% apontam efeitos pequenos na redução de custos e 66% dizem que os ganhos de receita ainda são modestos.

A pesquisa também aponta que a incorporação de riscos climáticos à tomada de decisão ainda é concentrada em poucos processos. A área de cadeia de suprimentos e compras é o setor que mais se destaca, onde 30% das empresas possuem processos definidos para avaliar riscos climáticos, superando a média Brasil (18%).

Em contrapartida com a questão climática o teste rápido de novas ideias com clientes ou usuários finais ainda é baixa (18%), inferior à média nacional de 28%.

“O varejo sente o impacto climático diretamente na gôndola e na entrega, o que explica por que o setor lidera a média nacional na gestão de riscos climáticos na cadeia de suprimentos. No entanto, a reinvenção completa exige mais: precisamos levar essa maturidade operacional para a mesa de investimentos, onde a integração de critérios climáticos na alocação de capital ainda é incipiente”, destaca Luciana.

Fonte : https://mercadoeconsumo.com.br/09/03/2026/noticias-varejo/diante-de-riscos-economicos-varejo-explora-novas-frentes-de-negocio/?utm_medium=email&utm_campaign=news_geral_-_0903&utm_source=RD+Station

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