Eleição encerrada: é hora de voltarmos a ser um só Brasil

Alvaro Furtado (*)

As urnas deram seu veredicto: a escolha foi feita pelo povo brasileiro, no exercício pleno da democracia. O resultado das eleições deve ser respeitado, pois expressa a vontade soberana dos cidadãos. A democracia venceu, e é a partir desse princípio que precisamos construir o próximo capítulo da vida nacional: com diálogo, respeito às diferenças e disposição para trabalhar pelo Brasil.

Passado o período eleitoral, o país precisa concentrar suas energias naquilo que realmente importa: superar os problemas institucionais, enfrentar os desafios estruturais e melhorar as condições de vida da população. Temos muito a fazer, e nenhum país consegue avançar plenamente quando a polarização ocupa o espaço que deveria ser dedicado ao diálogo, à cooperação e à construção de soluções.

Pacificar não significa pensar igual, abrir mão de convicções ou deixar de exercer o direito à crítica. Significa reconhecer que opiniões diferentes fazem parte de uma sociedade democrática e que o respeito mútuo é indispensável para a convivência e o desenvolvimento. É possível discordar sem transformar o outro em adversário permanente. É possível defender ideias distintas e, ainda assim, trabalhar por objetivos comuns.

O Brasil precisa dessa maturidade. Os desafios econômicos e sociais exigem instituições sólidas, segurança jurídica, responsabilidade na condução dos assuntos públicos e um ambiente favorável à geração de empregos, à produção e aos investimentos. Precisamos criar condições para que empresas prosperem, trabalhadores tenham oportunidades e famílias possam viver com mais dignidade e perspectivas de futuro.

Nesse contexto, o setor de comércio de gêneros alimentícios tem uma contribuição fundamental a oferecer. Trata-se de uma atividade essencial à vida cotidiana dos brasileiros, presente em todas as regiões do país e responsável por uma expressiva parcela da geração de empregos. Supermercados, mercearias, sacolões, minimercados e demais estabelecimentos do varejo alimentar cumprem diariamente uma função econômica e social indispensável: abastecem a população, movimentam a economia, geram renda e criam oportunidades de trabalho.

O segmento que mais emprega no país precisa seguir fazendo a sua parte. Para isso, necessita de condições adequadas para empreender, investir, modernizar suas operações e ampliar a oferta de postos de trabalho. Um ambiente de negócios estável, políticas públicas consistentes e diálogo permanente entre o poder público e a iniciativa privada são fundamentais para que esse potencial continue se convertendo em benefícios concretos para a sociedade.

Como entidade representativa do comércio varejista de gêneros alimentícios, o Sincovaga-SP reafirma seu compromisso com o desenvolvimento econômico, a valorização do trabalho e a construção de um ambiente de negócios que favoreça o crescimento sustentável. Independentemente de posições políticas, nosso propósito é contribuir para o fortalecimento do setor e para a superação dos obstáculos que afetam empresas, trabalhadores e consumidores.

O momento exige união em torno de pautas que interessam a todos. Exige responsabilidade das lideranças, respeito às instituições e disposição para buscar convergências. O Brasil não pode permanecer refém de conflitos que dividem a sociedade e dificultam o enfrentamento de problemas concretos.

A eleição terminou. A democracia se manifestou. Agora, é hora de trabalhar.

Que as diferenças não impeçam o diálogo, que a divergência não inviabilize a cooperação e que o interesse coletivo prevaleça sobre as disputas. O país tem desafios importantes pela frente, mas também reúne capacidade empreendedora, força de trabalho e potencial para crescer.

O Brasil precisa de menos polarização e mais compromisso com o futuro. É com respeito, diálogo e união que construiremos as condições para um país mais próspero, justo e desenvolvido.

Alvaro Furtado é presidente do Sincovaga-SP

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