Itaú repete feito e segue como a marca mais valiosa do Brasil

Economia

Kantar BrandZ 2026 aponta para uma alta de 80% no valor de marca, saltando para US$ 13,24 bilhões e impulsionando a categoria.

O Itaú é, por mais um ano, a marca mais valiosa do Brasil, com valor de US$ 13,24 bilhões, revela o Kantar BrandZ 2026, divulgado na noite desta segunda-feira, 24. O relatório aponta para um aumento de 79% no valor de marca do banco desde 2024 (US$ 7,3 bilhões).

A Kantar atribui o desempenho à maior eficiência da operação, fruto de investimentos em inteligência artificial (IA) e a novos produtos e serviços, com destaque para o superapp Itaú, que concentra as ofertas da instituição em uma única plataforma aos clientes.

Também do setor financeiro, o Nubank aparece no segundo lugar, subindo três posições em relação ao ranking de 2024 e com uma valorização de 162% no valor de marca, saltando para US$ 12 bilhões. Além da promoção de serviços premium e presença em telecomunicações, com o NuCel, a empresa tem apostado, ainda, em ações de marketing ligadas à cultura e ao entretenimento.

A Claro sobe uma posição e fecha o Top 3 com valor de marca de US$ 7,42 bilhões (+30%). Na sequência, a Brahma, na quarta posição, está duas abaixo da última edição do BrandZ, avaliada, atualmente, em US$ 6,6 bilhões. Já a Vivo aparece em 5° lugar, ante o 7° no último relatório, e valor de marca de US$ 5,7 bilhões. A operadora encarou uma variação positiva de 71% em valor de marca em relação à avaliação passada.

O Bradesco permanece em 6° na lista, acumulando uma valorização de 18% em valor de marca (US$ 5,1 bilhões). Ao mesmo tempo, Skol, da Ambev, passou do 3° para o 7° lugar (US$ 4,5 bilhões, queda de 15%).

A Petrobras, na oitava posição, está entre as empresas brasileiras com maiores altas no intervalo, com valor de marca de US$ 3,6 bilhões (+34%). Depois, aparecem Localiza (US$ 3,2 bilhões), que estreou no ranking do ano retrasado, e Antarctica (US$ 2,5 bilhões), também da Ambev.

Entre os novos entrantes, estão iFood (11° posição), Smart Fit (33ª posição), Inter (37ª posição), Stone (40ª posição), a varejista Mateus e a Vivara (45° e 46° posições, respectivamente). 

Mesmo diante de um cenário de incertezas, muito devido a um ambiente político e econômico volátil, as 50 brasileiras mais valiosas somam US$ 101,1 bilhões em valor de marca, 22% a mais que os US$ 82,8 bilhões registrados há dois anos, quando o resultado já demonstrava uma alta de 4% em relação a 2022.

“Isso significa que os níveis de crescimento são possíveis, incluso nas categorias com desafios mais competitivos”, pontua Martin Cena, CEO da Kantar no Brasil, justificando, ainda, o dinamismo das marcas no País.

O executivo assumiu a operação brasileira em junho e chama a atenção para o fato de que a maior parte das marcas bem-sucedidas no relatório cresceram tanto em negócio quanto em equity nos últimos dois anos. “Um dá suporte ao outro: quanto mais se desenvolve marca, mais chances existem de que o negócio cresça também”, explica.

Metodologia

Criado em 2006, o BrandZ se baseia em 5,6 bilhões de pontos de contato e no framework proprietário Meaningful Different and Salient (MDS), que reúne os principais pilares de avaliação de brand equity.

O valor de marca é estabelecido com base no valor financeiro das empresas que podem ser atribuídos à marca analisada e na contribuição da marca, que mostra o quanto do valor total da companhia é diretamente impulsionado pelo valor dela.

A Kantar realizou entrevistas com 4,6 milhões de consumidores, abordando 22.392 marcas de 545 categorias em mais de 50 mercados.

Fonte: https://www.meioemensagem.com.br/marketing/itau-repete-feito-e-segue-como-a-marca-mais-valiosa-do-brasil

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