Matéria do jornal Valor Econômico desta segunda-feira (16/06) mostra que o mercado financeiro está dividido sobre a decisão que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central tomará nesta semana em relação à taxa Selic. Pesquisa com 126 instituições revela que 62% acreditam na manutenção da taxa em 14,75% ao ano, enquanto 38% esperam um novo aumento de 0,25 ponto percentual, o que levaria a Selic a 15% — o maior patamar desde julho de 2006.
A divergência ocorre diante de sinais mistos na comunicação do Banco Central, incertezas sobre o ritmo da economia e a trajetória da inflação. O Itaú, por exemplo, defende a manutenção da Selic, considerando dados mais fracos do IPCA e do varejo, além da apreciação cambial. Já economistas da Neo Investimentos e do Barclays projetam elevação, citando a falta de clareza na comunicação e a necessidade de manter condições financeiras apertadas.
Mesmo entre os que preveem estabilidade, como a Canvas Capital e a Brasilprev, há dúvidas sobre os próximos passos e a estratégia de sinalização do BC. O consenso é que a comunicação do Copom na quarta-feira (19) será crucial para orientar as expectativas do mercado e indicar se o atual ciclo de aperto monetário chegou ao fim.