Setor produtivo entra na disputa da 6×1
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), em colaboração com a Associação Comercial de São Paulo e mais de 3 mil entidades do setor produtivo nacional, lançou uma carta em defesa da PEC 12/2026, apresentada pelo senador Rogerio Marinho. O movimento marca a entrada organizada do setor produtivo na disputa pública sobre jornada de trabalho, depois de semanas em que a pressão sindical e digital dominou o debate. A iniciativa é lida como uma tentativa de equilibrar o jogo antes que o tema avance no Senado.
Narrativa muda para trabalho flexível
A carta posiciona a PEC 12/2026 como “PEC do Trabalho Flexível” e não apenas como uma resposta ao fim da escala 6×1. O recado mira diretamente os senadores: o setor produtivo quer apresentar a proposta como uma agenda de liberdade de escolha para o trabalhador, com manutenção dos direitos da CLT e maior adaptação à realidade de comércio, serviços e atividades sazonais. A disputa agora é menos jurídica e mais narrativa. Quem conseguir falar com o Brasil que acorda cedo pode influenciar o ritmo da votação.
Ao trabalho
A PEC do Trabalho Flexível já está na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e aguarda a escolha de um relator. O movimento é acompanhado de perto por governistas, oposição e entidades empresariais, porque a comissão será o primeiro filtro político e jurídico da proposta que cria uma alternativa à PEC do fim da escala 6×1.
Após tarifa americana, UE veta o Brasil
Ao deixar de integrar a relação de países considerados aptos a atender às exigências da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos na produção animal, o Brasil pode deixar de exportar a partir de setembro carne bovina, carne de frango, pescado, mel, tripas e outros produtos de origem animal.
Deveres diplomáticos
O vice-presidente Geraldo Alckmin está escalado para retirar o embargo aos produtos brasileiros. O regulamento europeu informa que o Brasil não apresentou, dentro do prazo estabelecido, informações consideradas suficientes para demonstrar o cumprimento das exigências que passarão a vigorar em setembro do próximo ano. O país foi o único retirado da lista por esse motivo.