Produção vai bem, mas ainda sobra incerteza sobre preços e juros

Economia

Confirmadas as projeções, as famílias terão uma sobra maior de rendimentos para outras despesas além da alimentação, porém num cenário de juros altos e de efeitos dos conflitos internacionais

Puxado pela alta de 0,19% no custo de alimentação e bebidas, item com maior peso no orçamento familiar, o custo de vida subiu 0,44% em março e acumulou variação de 3,90% em 12 meses. A taxa mensal havia sido de 0,84% em fevereiro, completando elevação de 4,10% em período equivalente a um ano.

O resultado anual continua a aproximar-se da meta oficial, centrada em 3% e com bandas de tolerância de 1,50 ponto para cima e para baixo. Os aumentos são registrados no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), conhecido como prévia da inflação e elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar de algumas perdas em lavouras, a produção estimada para o ano indica boas condições de abastecimento de produtos vegetais e animais. Confirmadas as projeções, as famílias terão bom acesso à alimentação e uma sobra maior de rendimentos para outras despesas, num cenário complicado, no entanto, pelos juros altos e pelos efeitos de conflitos internacionais.

Alguns desses efeitos, atribuídos ao confronto Estados UnidosIsrael versus Irã, já são percebidos no mercado global e nas contas comerciais brasileiras.

Apesar de alguma insegurança, estimativas de especialistas ainda apontam condições satisfatórias de abastecimento neste ano de amplas competições eleitorais no Brasil.

Pela mediana das projeções, a inflação deverá recuar de 4,26% em 2025 para 4,17% neste ano, segundo o boletim Focus publicado em 23 de março. Essa estimativa é maior que da semana anterior, 4,10%, e bem superior à de um mês antes, 3,91%.

As projeções de inflação têm subido bem mais que as de crescimento econômico, alteradas de 1.82% para 1,84% no intervalo de quatro semanas.

A previsão dos juros básicos no fim do ano também têm aumentado, acompanhando o avanço das expectativas de inflação. A taxa anual básica estimada para dezembro passou em uma semana de 12,25% para 12,50%, em movimento oposto ao da última decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central. Em sua última reunião o Comitê baixou a taxa básica de 15% para 14,75%, mas sem indicar, desta vez, os prováveis novos movimentos.

Fonte : https://www.estadao.com.br/economia/producao-vai-bem-mas-ainda-sobra-incerteza-sobre-precos-e-juros/

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