Saiba quais são as 4 tendências que o setor deve ficar de olho em 2026


Mudanças nos hábitos de consumo e o avanço da tecnologia devem seguir influenciando as estratégias do varejo supermercadista ao longo de 2026. Esse é o cenário traçado pelo Acosta Group, que divulgou quatro previsões de consumo com efeitos diretos sobre o planejamento de sortimento, o relacionamento com a indústria e as operações B2B do setor.

De acordo com a empresa, a combinação entre novos estilos de vida e a digitalização da jornada de compra tem elevado o nível de exigência dos consumidores, sobretudo em relação à personalização das ofertas, clareza das informações e relevância dos produtos apresentados nos pontos de contato físicos e digitais.

IA amplia presença na jornada de compra, mas confiança ainda é limitada

O levantamento indica que o uso de ferramentas baseadas em inteligência artificial tende a ganhar espaço em 2026. Cerca de 70% dos consumidores afirmaram já ter utilizado algum recurso de IA durante o processo de compra, seja no planejamento, na comparação de produtos ou na tomada de decisão.

Apesar da adoção, o estudo aponta limitações relevantes. Apenas 12% dos entrevistados demonstraram confiança total na realização de compras de forma autônoma por meio de sistemas inteligentes.

Questões relacionadas à privacidade de dados, riscos de fraude e perda de controle seguem entre os principais fatores de resistência, o que impõe ao varejo e à indústria o desafio de equilibrar automação, segurança e transparência.

Saúde e bem-estar passam a exigir mais informação e rastreabilidade

Outra tendência destacada envolve a evolução do consumo ligado à saúde e ao bem-estar, que passa a ser mais individualizado e orientado por informações claras.

Esse movimento impacta diretamente o sortimento e a comunicação de benefícios, exigindo maior precisão de dados, rastreabilidade dos produtos e coerência entre proposta de valor e expectativa do consumidor.

Inovação enfrenta filtro mais rigoroso do consumidor

O estudo também aponta que a abertura à inovação permanece, mas acompanhada de critérios mais objetivos. Produtos e soluções só avançam quando demonstram utilidade prática no cotidiano.

Para o varejo supermercadista, o cenário reforça a importância de testes controlados, lançamentos bem fundamentados e parcerias com a indústria para validação das novidades antes de expansões mais amplas.

Valor deixa de ser definido apenas pelo preço

A definição de valor, segundo o levantamento, passa a incorporar fatores como conveniência, experiência de compra, confiança, sustentabilidade e qualidade do serviço. O preço segue relevante, mas deixa de ser o único elemento determinante.

Esse contexto exige maior integração entre operações, tecnologia e relacionamento com o consumidor final, tanto em lojas físicas quanto nos canais digitais.

Na avaliação interna da companhia, varejistas e marcas que conseguirem lidar com as preocupações relacionadas ao uso de dados e à confiança tendem a capturar mais oportunidades com o avanço do comércio assistido por inteligência artificial.

A expectativa é de que 2026 seja marcado por uma adoção gradual de agentes inteligentes e por testes mais cautelosos de sistemas de checkout automatizados, especialmente entre consumidores da Geração Z.

Fonte: Asserj

https://samaisvarejo.com.br/publicacoes/saiba-quais-sao-as-quatro-tendencias-que-o-setor-deve-ficar-de-olho-em-2026

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