Os supermercados têm recuperado clientes que haviam migrado para os atacarejos
O setor supermercadista de Pernambuco atravessa uma mudança no perfil de consumo. Embora os indicadores do varejo apontem crescimento das vendas, o presidente da Associação Pernambucana de Supermercados (Apes), Jailson Leite, afirma que parte desse avanço está relacionada à mudança na composição das compras e no tíquete médio, e não necessariamente a um aumento do volume de produtos levado para casa.
Os supermercados estão entre os principais responsáveis pelo crescimento do varejo pernambucano. Dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, mostram que Pernambuco acumulou alta de 10,4% no volume de vendas do varejo restrito entre janeiro e julho de 2026, na comparação com igual período do ano passado — o maior avanço entre os estados. No Brasil, o crescimento foi de 1,8%.
No varejo ampliado, que inclui o restrito, Pernambuco também liderou o país, com expansão de 9,2%, contra 1,9% da média nacional. Segundo estimativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (SDEC), hipermercados, supermercados e estabelecimentos de produtos alimentícios contribuíram com cerca de 6 pontos percentuais para esse crescimento de 9,2%.
Segundo Jailson Leite, alimentos ricos em proteína ganharam mais espaço na cesta do consumidor, com maior procura por carne bovina, aves e ovos. Na direção contrária, produtos com maior teor de açúcar e algumas bebidas vêm perdendo participação. Jailson também percebe uma mudança na forma como as famílias fazem suas compras.
Pressionado pelo orçamento e pelo endividamento, o consumidor estaria deixando de concentrar as despesas em uma grande feira mensal e passando a comprar pequenas quantidades ao longo do mês.
Esse comportamento, segundo o presidente da Apes, tem ajudado os supermercados de vizinhança a recuperar clientes que haviam migrado para os atacarejos. Para ele, trata-se de uma espécie de “educação financeira forçada” pelas limitações do orçamento familiar.
Nesse cenário, proximidade e atendimento se transformaram em armas competitivas dos pequenos estabelecimentos. Eles não conseguem disputar preços em todos os produtos com grandes redes e atacarejos, mas podem concorrer por meio de promoções específicas, conveniência e relacionamento com o consumidor.
Jailson também ressalta uma mudança interessante no crédito. Alguns supermercados passaram a trabalhar com cartões vinculados às próprias lojas, por meio de empresas parceiras. O mecanismo funciona, na avaliação de Jailson, como uma versão moderna da antiga caderneta do mercadinho: o consumidor ganha prazo para pagar a alimentação e, ao quitar a fatura, recupera o limite para novas compras.
Outro ponto importante é a expansão dos atacarejos. O empresário estima que entre 10% e 15% dos pequenos supermercados tenham fechado nos últimos anos, especialmente no interior. Ele cita Carpina como exemplo da elevada concentração de grandes estabelecimentos: a cidade, com cerca de 84 mil habitantes, conta com três atacarejos, o que, segundo Jailson, leva a uma disputa entre os próprios estabelecimentos.
Para o presidente da Apes, esse novo comportamento indica que o varejo alimentar está entrando em uma fase de maior disputa pela frequência do consumidor, e não apenas pelo tamanho da compra. Se os atacarejos ganharam espaço com preços e grandes volumes, os mercados de vizinhança tentam recuperar terreno explorando justamente o movimento contrário: compras menores, mais frequentes e perto de casa.
Feira de empregos
Pelo menos 30 empresas nacionais e multinacionais participam da UFPE no Mercado, considerada a maior feira de recrutamento e seleção do Norte e Nordeste. Entre elas está o Queiroz Cavalcanti Advocacia, em busca de novos talentos. O evento acontece nos dias 22 e 23, no Centro de Convenções da UFPE, no Recife. A programação gratuita terá vagas, networking, workshops, palestras e contato com recrutadores. A expectativa é receber mais de sete mil participantes.
Vagas na Masterboi
A Masterboi também participa da feira. Em sua segunda participação no evento, a empresa apresentará seus negócios, áreas de atuação e oportunidades profissionais. O espaço também mostrará trajetórias de colaboradores que desenvolveram suas carreiras na companhia. A Masterboi aposta em uma cultura de protagonismo, aprendizado contínuo e valorização das pessoas. A companhia enxerga o estágio e outras posições de entrada não apenas como oportunidades de ingresso no mercado de trabalho, mas também como portas para a formação de profissionais e para a construção de uma trajetória dentro da organização.