As vendas do comércio brasileiro cresceram 4,2% no segundo trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS). Em junho, o setor avançou 1,1% na comparação com maio e 5,7% ante o mesmo mês de 2025.
O resultado mensal interrompeu uma sequência de duas quedas consecutivas. Segundo Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, a recuperação foi sustentada pelo mercado de trabalho e pelo nível de renda, embora o endividamento das famílias e o custo do crédito continuem limitando uma retomada mais consistente.
“O avanço registrado em junho mostra uma retomada da atividade varejista após dois meses de perda de fôlego, permitindo que o setor encerrasse o segundo trimestre em nível superior ao observado no ano passado”, afirma.
Para o economista, a redução dos juros pode contribuir para uma melhora gradual do consumo, mas os efeitos sobre a atividade econômica tendem a ocorrer com defasagem.
Avanço em junho
Na comparação mensal, cinco dos oito segmentos analisados registraram crescimento. Material de Construção apresentou a maior alta, de 2,1%, seguido por Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico, com 2%.
Móveis e Eletrodomésticos avançaram 1,3%, enquanto Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo cresceram 1%. Artigos Farmacêuticos tiveram alta de 0,6%.
Na direção contrária, Livros, Jornais, Revistas e Papelaria recuaram 6,7%. Combustíveis e Lubrificantes caíram 1,8%, enquanto Tecidos, Vestuário e Calçados apresentaram retração de 1,1%.
Comparação anual
Na comparação com junho de 2025, todos os segmentos acompanhados pelo índice registraram crescimento. Combustíveis e Lubrificantes lideraram as altas, com avanço de 7,6%.
Na sequência aparecem Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo, com crescimento de 7,4%, e Material de Construção, com 6,8%.
Livros, Jornais, Revistas e Papelaria avançaram 6,3%; Móveis e Eletrodomésticos, 5,9%; Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico, 5,1%; Artigos Farmacêuticos, 3,2%; e Tecidos, Vestuário e Calçados, 2,6%.
Recorte regional
Todas as unidades da federação apresentaram crescimento nas vendas em junho na comparação anual. Os maiores avanços ficaram concentrados na região Norte, com Roraima na liderança, com alta de 13,2%.
Pará, com crescimento de 10,3%, Rondônia, com 10%, e Amapá, com 9,9%, também ficaram entre os principais resultados. Sergipe avançou 9,6%, enquanto Acre e Amazonas cresceram 8,4% e 7,2%, respectivamente.
Entre os maiores mercados consumidores, Minas Gerais apresentou alta de 6,4%, São Paulo cresceu 5,4%, Rio de Janeiro avançou 4,8% e Paraná registrou aumento de 4,3%.
O menor crescimento foi observado no Distrito Federal, com avanço de 0,1%. Piauí, com 1,4%, Rio Grande do Sul, com 2,3%, e Rio Grande do Norte, com 3%, também ficaram abaixo da média nacional.
Segundo Freitas, os resultados indicam uma recuperação mais disseminada do comércio, embora persistam diferenças regionais relacionadas aos níveis de renda, à oferta de crédito e à dinâmica do consumo.
Fonte : https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/varejo-cresce-42-no-segundo-trimestre-de-2026