Tributação de benefícios de ICMS entra em julgamento no STJ e pode redefinir a rentabilidade do varejo

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O setor varejista acompanha com atenção máxima um julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que vem sendo classificado por executivos e tributaristas como uma questão de “vida ou morte” para as empresas do setor. No centro da disputa está a incidência de IRPJ e CSLL sobre os incentivos fiscais concedidos pelos estados, as chamadas subvenções de ICMS.


Para o varejo alimentar e de eletroeletrônicos, que opera com margens historicamente apertadas, a decisão tem o potencial de alterar drasticamente o balanço das companhias, impactando desde o preço final ao consumidor até a capacidade de investimento em novas lojas.


O que está em jogo?


A controvérsia gira em torno da classificação desses benefícios, como isenções, reduções de base de cálculo e créditos presumidos.


• Argumento das empresas: Elas defendem que os incentivos são instrumentos de desenvolvimento regional e não devem ser considerados “lucro”, portanto, não deveriam ser tributados pela União.
• A visão do Fisco: Busca tributar esses valores, sob o argumento de que são receitas que integram o lucro real das companhias.


Impacto nas Margens e Competitividade


A manutenção de teses favoráveis à tributação federal sobre os incentivos estaduais pode representar um aumento real na carga tributária que muitas redes não conseguiriam absorver. Segundo analistas, o impacto pode ser sentido em três frentes:


1. Redução de Investimentos: Recursos que seriam destinados à abertura de unidades e logística seriam drenados para o pagamento de impostos.


2. Repasse de Preços: Com o aumento dos custos tributários, o varejista se vê forçado a elevar os preços na gôndola para preservar a sustentabilidade do negócio.


3. Insegurança Jurídica: A mudança de entendimento pode gerar passivos retroativos bilionários, afetando o valuation de empresas de capital aberto e a saúde financeira de redes regionais.


Pressão das Entidades


Entidades representativas do setor já se movimentam nos bastidores de Brasília para sensibilizar os ministros sobre as particularidades do varejo. O argumento central é que o setor foi um dos que mais investiu em expansão nos últimos anos baseando-se na premissa da desoneração desses incentivos, conforme as regras da Lei Complementar 160/2017.


O resultado do julgamento será o novo norte para o planejamento tributário neste e nos anos seguintes. O mercado aguarda não apenas o veredito, mas possíveis modulações que possam suavizar o impacto para quem já contabilizou esses créditos em seus balanços passados.

Fonte: Pìpeline Valor

Fonte : https://samais.com.br/publicacoes/stj-julga-tese-sobre-a-tributacao-de-beneficios-de-icms-considerada-de-vida-ou-morte-para-a-rentabilidade-do-varejo

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