Shadow AI: o risco invisível que pode estar dentro do seu supermercado

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Um analista joga a planilha de clientes no ChatGPT para formatar um relatório. A gerente de RH pede ajuda a um assistente de IA externo para redigir feedbacks baseados em avaliações de desempenho. O desenvolvedor conecta um agente autônomo ao sistema interno para acelerar a produção de código. Nenhum deles tem má intenção, mas todos estão criando um passivo gigantesco para o seu supermercado. Esse é o conceito de Shadow AI, o uso cotidiano, invisível e não homologado de ferramentas de inteligência artificial por colaboradores que buscam eficiência, mas que acabam burlando as regras de segurança da empresa. E segundo a Varejo S.A, esse risco cresceu mais rápido do que qualquer política de segurança conseguiu acompanhar.

Os números mostram que o problema é urgente. Um relatório da IBM citado pela Varejo S.A aponta que incidentes envolvendo uso não autorizado de IA adicionaram, em média, US$670 mil ao custo de cada vazamento de dados, elevando o prejuízo médio total para US$4,2 milhões. No Brasil, o cenário é agravado pela falta de maturidade: o Cisco Cybersecurity Readiness Index revela que apenas 2% das empresas nacionais têm maturidade em cibersegurança, e 53% admitem não ter confiança sequer para detectar onde a Shadow AI opera em suas próprias redes. Além do risco financeiro e de vazamento de dados confidenciais, a prática esbarra diretamente na LGPD, que pode render multas pesadas por falha na proteção de dados pessoais.

A resposta instintiva da diretoria costuma ser o bloqueio imediato, criando listas negras e restringindo o acesso. Contudo, a Varejo S.A alerta que a proibição sem substituto é o principal combustível para a Shadow AI. A solução real para o varejo supermercadista é a governança habilitadora, ou seja, oferecer ferramentas seguras, ágeis e homologadas para que o time não precise recorrer a plataformas externas. É exatamente por isso que contar com um ERP 100% em nuvem e com IA nativa e segura, como o Bluesoft AI, torna-se estratégico. Quando a inteligência artificial já opera dentro do ambiente controlado do sistema de gestão, cruzando os dados da empresa sem expô-los à internet aberta, o colaborador ganha a agilidade que procura e a empresa mantém o controle total sobre as suas informações.

Por que você deve ficar ligado? O uso de inteligência artificial pela sua equipe não é mais uma possibilidade futura, é uma realidade que está acontecendo agora, com ou sem a permissão da TI. O supermercadista que não oferece uma infraestrutura de IA segura e nativa dentro do próprio ERP empurra seus funcionários para soluções externas não homologadas, colocando em risco dados comerciais, fiscais e de clientes.

Fonte : BlueTimes

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