O varejo entrou em uma fase de maturidade operacional, na qual a tecnologia, especialmente a inteligência artificial, deixa de ocupar posição de destaque visual e passa a atuar como infraestrutura de suporte à eficiência e à rentabilidade.
Saiba os principais insights da nova fase do setor:
Entre os principais movimentos, o uso intensivo de inteligência artificial e automação ganhou destaque na gestão da operação. Ferramentas passaram a ser aplicadas em previsão de demanda, controle de estoques, redução de rupturas, precificação e definição de promoções.
Além disso, a aplicação da tecnologia deixou de se concentrar em chatbots e marketing e passou a apoiar decisões relacionadas a volume de compra, alocação de produtos e definição de preços, considerando loja, canal e região, com análises em tempo próximo ao real.
A consolidação do comércio unificado também é realidade. A separação entre loja física, e-commerce, aplicativos, marketplaces e redes sociais tende a perder relevância, à medida que o consumidor espera encontrar preços, estoques e políticas comerciais coerentes em todos os pontos de contato.
Além disso, a gestão de risco e a resiliência das operações também ganharam espaço na agenda do mercado. Diante de cadeias globais mais instáveis, varejistas vêm diversificando fornecedores, revisando contratos logísticos e adotando sistemas de monitoramento para reduzir impactos relacionados a frete, energia e insumos.
A crescente preocupação com furtos e fraudes levou à adoção de soluções baseadas em inteligência artificial para identificação de padrões suspeitos e ajustes no layout das lojas, com o objetivo de equilibrar segurança e fluidez na experiência de compra.
Fonte: Carta Capital
POR Reportagem SA+ Conteúdo