A inteligência artificial vem transformando a forma como os supermercados definem os preços dos produtos nas gôndolas. Com o uso de algoritmos e etiquetas eletrônicas, redes varejistas conseguem atualizar valores em tempo real, considerando fatores como demanda, estoque, concorrência, sazonalidade e até condições climáticas.
De acordo com reportagem publicada pela Exame, a tecnologia substitui processos manuais de remarcação de preços por sistemas automatizados capazes de analisar grandes volumes de dados e ajustar os valores em poucos segundos. O objetivo é aumentar a eficiência operacional, reduzir desperdícios e aprimorar a gestão dos estoques.
Um dos recursos que viabilizam esse modelo são as chamadas etiquetas eletrônicas de prateleira (Electronic Shelf Labels – ESL), que recebem atualizações diretamente de um sistema central. Com isso, produtos próximos ao vencimento, por exemplo, podem ter seus preços reduzidos automaticamente para estimular as vendas e minimizar perdas.
A adoção dessa tecnologia já avança em grandes redes internacionais, como Walmart, Kroger, Whole Foods, Carrefour e Tesco. No Brasil, empresas especializadas também ampliam a implantação das etiquetas digitais em supermercados, acompanhando a tendência global de digitalização do varejo.
Segundo a reportagem, iniciativas estruturadas de precificação inteligente podem contribuir para ganhos de margem no setor, tradicionalmente caracterizado por rentabilidade reduzida. Ao mesmo tempo, a utilização de algoritmos para definir preços vem gerando debates em alguns países sobre transparência e proteção ao consumidor, especialmente diante da possibilidade de alterações frequentes nos valores dos produtos.
Embora essa discussão ainda seja incipiente no Brasil, especialistas avaliam que a expansão das tecnologias de inteligência artificial no varejo tende a tornar as prateleiras cada vez mais dinâmicas, exigindo maior atenção dos consumidores e acompanhando a crescente digitalização do setor.
Fonte: https://exame.com/inteligencia-artificial/como-a-inteligencia-artificial-ja-define-o-preco-nas-prateleiras-dos-supermercados/