Em sua participação na Reatech − Feira Internacional de Inclusão, Acessibilidade e Reabilitação, o Sincovaga-SP, por meio do programa Coexistir, reforçou a importância da acessibilidade comunicacional com a roda de conversa “Primeiros Sinais para Inclusão”, conduzida por Yasmin Correia Anunciato, educadora e intérprete de LIBRAS do NURAP (Núcleo de Aprendizagem Profissional).
Entre os parceiros do Sincovaga-SP presentes na edição deste ano da Reatech estavam Varejo Contrata, NURAP, Sesc, Assaí, Carrefour e Mackenzie, com iniciativas voltadas à empregabilidade e à valorização da diversidade nas empresas.
Yasmin iniciou sua apresentação esclarecendo que LIBRAS não é uma adaptação do português, mas uma língua com identidade própria. “LIBRAS é uma língua, assim como qualquer outra. O surdo não aprende através do som. Ele percebe o mundo pela visão”, explicou. A palestrante destacou que, assim como existem línguas orais diferentes em cada país, o mesmo ocorre com as línguas de sinais, e a brasileira tem estrutura, cultura e comunidade específicas.
Segundo ela, o conhecimento básico da língua já transforma o atendimento no comércio e nos serviços. “Se você sabe alguns sinais, já está muito à frente de quem não sabe nenhum. Isso faz de você um profissional mais qualificado e humano.”
Yasmin convidou o público a refletir sobre barreiras ainda presentes no mercado de trabalho. Compartilhou a trajetória de seu esposo, Guilherme Barreto, profissional surdo, pedagogo e que foi envolvido em um caso comum de exclusão: “Ele estava numa palestra, depois do almoço, sem nenhum recurso visual. Dormiu. Foi demitido porque disseram que não tinha atenção. A falta não era dele. Faltou acessibilidade”. A história ilustra o quanto a falta de recursos pode comprometer a autonomia e até a permanência da pessoa com deficiência no emprego.
“Acredito que houve um atraso em meu desenvolvimento profissional, pois em todos os momentos da vida sempre precisei me esforçar muito para me comunicar. Faltam intérpretes e conhecimento sobre as ferramentas de inclusão dos surdos nas empresas”, avaliou Guilherme.
Ao longo da conversa, Yasmin apresentou estratégias simples e imediatas para tornar qualquer atendimento mais acessível: o uso de pranchas de comunicação com fotos de produtos e serviços, apontamentos, legendas e vídeos, além de atitudes que demonstram respeito. “Quando você estiver com um surdo, fale olhando para ele, não para o intérprete. A comunicação é com a pessoa, é ela quem deve ser acolhida.”

Na sequência, o próprio Guilherme ensinou a plateia a reproduzir sinais básicos em LIBRAS como “oi”, “tudo bem?”, “informação”, “documentos”, “telefone”, além de expressões que ajudam no atendimento, como “posso ajudar?”, “não entendi” e “com licença”, e outros sinais simples que facilitam a comunicação. Outro ponto enfatizado foi o papel da expressão facial na gramática da língua: “As expressões demonstram intenção, emoção e sentido. A língua é visual, e a mensagem precisa ser visual”.
A educadora reforçou ainda que investir em LIBRAS é investir em cidadania. “Aprender Libras é um ato empático, respeitoso, humano e acolhedor. Um ambiente que se comunica com todos é um ambiente que garante direitos.”
Em seu encerramento, Yasmin deixou uma mensagem que traduz o espírito da Reatech e do trabalho do Sincovaga e do Coexistir no tema: “Juntos nós vamos transformar a nossa sociedade através da comunicação afetiva e acessível.”
Mais informações: https://reatechbrasil.com.br/ e https://www.coexistir.com.br/
_______________________________________________________________
Presstalk Comunicação Corporativa – Assessoria de Imprensa do Sincovaga-SP e do Coexistir
Thais Abrahão – (11) 99900-8402 | [email protected] e Rosana Monteiro – (11) 3062-0843 | [email protected]