O modelo de lojas abertas 24 horas volta a ganhar espaço no varejo alimentar brasileiro, mas com uma operação diferente da adotada em ciclos anteriores. A expansão atual combina automação, inteligência de dados e análise de viabilidade, reduzindo a dependência de estruturas completas durante a madrugada.
Segundo Fernando Gibotti, cofundador da Rock Encantech, o modelo tradicional de grandes lojas 24 horas perdeu espaço devido aos custos de mão de obra e segurança. Em paralelo, avançam formatos como minimercados autônomos em condomínios e operações urbanas de menor porte.
A Rede Plus e a Coop estão entre as empresas que mantêm operações 24 horas. A Rede Plus possui dez lojas no formato, enquanto a Coop chegou a 21 unidades. Para as redes, a operação noturna também pode contribuir para reorganizar atividades como abastecimento e limpeza.
A escolha dos locais exige critérios específicos, como fluxo noturno, perfil demográfico, segurança e concorrência. Na Rede Plus, por exemplo, a madrugada, entre 0h e 6h, precisa representar pelo menos 20% do faturamento da unidade, com piso de R$ 300 mil mensais nesse intervalo.
O consumidor noturno concentra missões de conveniência, emergência e reabastecimento, com destaque para bebidas, lanches, salgados, açougue e cesta básica. A segurança permanece entre os principais desafios, enquanto tecnologias como câmeras com análise computacional e acesso por aplicativo ou biometria podem reduzir a necessidade de vigilância presencial.
O movimento indica uma nova etapa para o varejo 24 horas, com expansão condicionada à eficiência operacional, tecnologia e análise de dados.
Fonte : Lojas 24 horas retomam espaço no varejo – Distribuição