No acumulado do ano até junho de 2026, as marcas próprias registraram um crescimento 3,8 vezes superior ao dos demais produtos, impulsionadas por altas de 10,9% em volume e 11,9% em valor. Além disso, os 10 maiores varejistas do Brasil concentram 65% das vendas dessa categoria.
Os dados são da análise da NielsenIQ, para o PL Connection 2026, evento organizado pela AMICCI. E mostram que, atualmente, 3 em cada 10 lares brasileiros consomem marcas próprias e a intenção de compra pode chegar a 58%. No ano passado, o segmento registrou faturamento de R$ 10,8 bilhões.
De acordo com Jonathas Rosa, diretor de customer success do Varejo da NielsenIQ, “esse produtos deixaram de ocupar um espaço de nicho e passaram a representar uma oportunidade concreta de crescimento para a cadeia. Os varejistas precisam olhar para essa demanda com atenção.”
A identidade visual também faz a diferença. Segundo o relatório, as marcas que não possuem o nome da empresa varejista, cresceram 18,5% em vendas, enquanto as que estampam o nome recuaram 4,9%. Já o tíquete médio por ocasião cresceu 9,8%.
Veja abaixo o ranking das categorias, sem a participação de commodities, que sustentaram a cesta:
- Bebidas registrou alta de 41,2% em volume e 20,9% em valor;
- Bazar cresceu 17,7% em volume e 28,6% em valor;
- No Autosserviço, a participação chega a 50,1%, enquanto a cesta total representa 40,5%
A América Latina já se posiciona como a segunda região de maior crescimento em vendas em valor, atrás apenas da Europa. Entre os principais critérios associados ao consumo de marcas próprias, 91% dos entrevistados apontam o acesso e o custo-benefício, seguidos pela disponibilidade constante (89%) e pela qualidade superior (87%).
Fonte : https://samais.com.br/publicacoes/marcas-proprias-crescem-4x-mais-que-o-restante-do-mercado