Segundo dia do evento em Nova York mostra a tecnologia deixando o discurso para se consolidar como ferramenta de eficiência, produtividade e fortalecimento da experiência do consumidor
O segundo dia da NRF 2026 reforçau uma mudança estrutural no varejo global: a tecnologia deixou de ser tratada como promessa para ser avaliada por sua capacidade de gerar resultados concretos, mensuráveis e aplicáveis à operação. A discussão sobre construção de marca, com insights de Ryan Reynolds, aos debates sobre inteligência artificial, estratégias people-first e a revisão de modelos tradicionais, o evento em Nova York aponta para um varejo mais pragmático, orientado à eficiência e à experiência do consumidor, e cada vez menos tolerante a iniciativas que não entregam valor claro ao negócio.
O dia foi marcado pela palestra de Ryan Reynolds, ator canadense, que reforçou a criatividade como um ativo estratégico de negócio, capaz de contribuições de crescimento e diferenciação em um cenário cada vez mais competitivo. Mais do que promover produtos, marcas fortes que constroem narrativas culturais, conectadas a valores reais e comportamentos consistentes, que dialogam diretamente com o consumidor. Nesse contexto, o humor, as alterações e o timing deixam de ser recursos pontuais para se tornarem diferenciais competitivos, desde que estejam alinhados à essência da marca.
O reforçou a inteligência artificial como amplificadora do talento humano, com ganhos imediatos em produtividade e eficiência das equipes, e não apresentado como substituto de pessoas. Com sistemas e uma base tecnológica bem estruturada, a IA deixa o campo de experimentação para se integrar ao dia a dia da operação, viabilizando experiências mais fluidas, contextuais e quase invisíveis ao cliente. A visão estratégica da Target destacou a importância de parcerias claras com empresas de negócios — como a colaboração com a OpenAI — ancoradas nas prioridades do negócio, com apoio da liderança, capacitação dos tempos e governança responsável como pilares para uma execução consistente.
Prat Vemana, diretor de Informação e Produtos da Target, e Ashley Kramer, VP de Empresas da OpenA, discutiram como a Inteligência Artificial está reforçando a identidade da Target como um refletor focado em estilo e design, transformando a experiência do cliente e capacitando os membros da equipe. Eles compartilharam como a Target está se transformando de uma empresa que usa IA para uma empresa que funciona com IA, e o que isso significa para o futuro do varejo.
A discussão evidenciou uma mudança relevante na forma como a inteligência artificial vem sendo construída ao varejo, menos como experimento e mais como infraestrutura estratégica para ganho de produtividade e escala. A IA passa a ser especializada como uma amplificadora do talento humano, capaz de acelerar decisões, liberar tempo das equipes e tornar processos mais eficientes, sem substituir o papel das pessoas.
A visão apresentada pela Target reforça que a tecnologia só gera impacto quando integrada ao dia a dia da operação e conectada às prioridades reais do negócio. Ao capacitar os membros da equipe, escalar a criatividade, melhorar a experiência do hóspede e fortalecer parceiros e fornecedores, a IA deixa de ser um projeto isolado para se tornar um meio transversal de transformação. Ganhos concretos começam pela produtividade das equipes e se desdobram em jornadas mais fluidas, conversacionais e naturais, com experiências cada vez mais contextuais e quase invisíveis para o consumidor.