Os supermercados independentes já respondem por 37% dos gastos realizados em negócios locais, posicionando-se como o principal motor do varejo de proximidade. Segundo dados da OnDeck, esse desempenho nos Estados Unidos reforça a transição dessas lojas de uma simples opção de conveniência para um canal estratégico na composição do gasto familiar com alimentação.
A pesquisa constatou que o consumidor médio investe anualmente US$ 2,300 em mercados de bairro, valor 1,5 vez superior ao destinado a restaurantes locais.
A projeção para 2026 reforça essa tendência de migração do consumo, com estimativa de que o gasto nesse canal avance 12,6% este ano.
Novas gerações sustentam o fluxo de caixa
Ao contrário da percepção comum, a vitalidade do comércio de bairro não repousa nas gerações mais velhas. São os Millennials e a Geração Z que sustentam o fluxo de caixa das lojas locais, com médias de 158 e 155 compras anuais, respectivamente. Em contraste, os Baby Boomers registram apenas 48 transações por ano no pequeno varejo.
Os novos chefes de família não apenas frequentam mais o PDV local, como também apresentam um tíquete médio elevado. Para o varejo regional, esse dado evidencia que o crescimento futuro depende da capacidade de dialogar com esse público jovem, que prioriza a agilidade e o impacto social da sua compra.
Comunidade acima da Sustentabilidade
O estudo aponta que o diferencial competitivo das lojas independentes não reside no discurso ecológico, citado por apenas 13,5% dos entrevistados, mas no senso de comunidade e na exclusividade.
Quase metade dos consumidores (48,2%) opta pelo varejo local para apoiar a economia da sua região, seguido pelo desejo de encontrar produtos únicos (41,9%) que as prateleiras padronizadas das gigantes nacionais não oferecem.